Distribuidoras de energia defendem, em CPI, que contas tiveram reajuste abaixo da inflação
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Representantes das distribuidoras de energia afirmam, na CPI das Tarifas de Energia Elétrica, que as contas de luz tiveram reajuste abaixo da inflação nos últimos seis anos. Segundo o presidente da Abradee, Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, Luiz Carlos Silveira Guimarães, enquanto o IGPM ficou em 39%, as tarifas subiram 12% no período.
Ainda assim, os deputados presentes criticaram o sistema tarifário brasileiro. O presidente da CPI, deputado Eduardo da Fonte, do PP pernambucano, sustentou que somente os consumidores pagam a conta da energia produzida no País. O presidente criticou uma decisão da Aneel de permitir às empresas repassar para a conta de luz as perdas comerciais e técnicas do setor.
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Eduardo da Fonte sustentou que os diretores da agência serão convocados a explicar os reais motivos da decisão na CPI.
O deputado Júlio César, do DEM do Piauí, foi taxativo a respeito das agências reguladoras. Para ele, hoje as empresas estão ganhando muito mais do que lucravam quando as agências foram criadas. O deputado Macelo Itagiba, do PMDB do Rio de Janeiro, chegou a pedir a extinção de algumas delas. Na opinião do parlamentar as agências trabalham apenas em benefício das empresas.
Já o presidente da Abradee sustentou que as tarifas cobradas pela energia no Brasil estão na média mundial.
Para o representante das distribuidoras, a melhor maneira de reduzir as tarifas seria a desoneração tributária.
De acordo com Luiz Carlos Guimarães, cálculos das distribuidoras mostram que os tributos podem representar até 60% do preço das contas de luz.
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O presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio José Dias Sales, concorda que o sistema de cálculo do preço da energia pode ser aprimorado, mas pediu cautela aos deputados para não proporem medidas irrealistas que tornem o setor insustentável.
De Brasília, Maria Neves.
Fonte: Rádio Câmara
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