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A inflação registrada no Recife em maio foi a segunda menor dentre as capitais do Brasil, perdendo apenas para Porto Alegre, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao mês de abril, o aumento no Índice Geral de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de apenas 0,07%. Esse resultado deveu-se, em sua maior parte, à queda no preço das contas de energia elétrica. No acumulado do ano, Recife apresentou inflação de 2,48%, a terceira menor no ranking nacional. A média brasileira ficou em 3,09%.
O consumo de energia elétrica ficou mais barato para os pernambucanos a partir do dia 29 de abril, quando começou a vigorar o reajuste negativo de 8,87% para a maior parte dos clientes residenciais da Celpe. Para a baixa renda, aqueles que consomem até 220 quilowatts-hora (kWh) e são inscritos em algum programa social do governo, a redução foi de 14,48%.
O reajuste trouxe uma mudança na metodologia de cálculo da revisão tarifária. O aumento da demanda de consumidores e o lucro da empresa passaram a ser fatores de favoráveis às reduções. A falha metodologia antiga foi apontada por uma CPI na Câmara dos Deputados, no ano passado.
Além da energia, outros itens foram responsáveis pelo controle do IPCA na capital pernambucana no mês de maio. Destaque para os segmentos de habitação, que ficou 1,83% mais barata, e de combustíveis domésticos, que apresentou redução de 1,71% devido ao barateamento no preço do botijão de gás.
Os setores de móveis e utensílios (-0,63 %) e de eletroeletrônicos (-0,78%) também sofreram reajuste mensal negativo. Apesar do aquecimento do mercado de televisões nas vésperas da Copa do Mundo, a alta concorrência do setor derrubou o preço dos aparelhos em 6,62%. Aparelho de som e equipamento de DVD apresentaram quedas de 3,29% e 4,29 %, respectivamente.
Por outro lado, o ramo de alimentação no domicílio – que tem forte peso na composição do índice inflacionário -, registrou aumento de 0,59%, sofrendo impacto da alta no preço do feijão. Na comparação com abril, o feijão-mulatinho aumentou 11,7%, o preto, 17,33%, o macassa, 9,56%, e o carioca. 22,79%.
Com trajetória de alta, os preços do inhame e da batata-inglesa cresceram 14,18% e 10,63%.
DESACELERAÇÃO
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal da cidade de Recife (IPC-S/Recife) registrou variação negativa de 0,02%, na apuração realizada na primeira semana de junho. O resultado foi 0,19% inferior ao divulgado na quarta semana de maio, que foi de 0,17%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Fonte: Jornal do Commércio
Publicado em 10.06.2010